sábado, 2 de março de 2013

PARADOXO

PARADOXO

Quantos anos você tem?
Pra dizer a verdade ninguém
Sabe ao certo às vezes jovem às vezes velho
No entanto vivo
Minhas idades são distintas
Minha tinta muda sem parar
E se for pensar hoje está preta
Olho para o céu faço careta
Leio livros e olhares tentando me encontrar
Pois nós todos sem distinção de idade ainda pretendemos voar


E é paradoxo como algumas pessoas
Tomam dozes diárias de comodismo
Meu organismo precisa de adrenalina
Protesto pelos impostos
Pedágios e minas
Por que meu sangue não se conforma
 Sem café fico com dor de cabeça
Rolo na cama da direita pra esquerda
No entanto
Minha vida só tem encanto se continuo  a lutar 

(Não há como mudar o que já foi feito)
Nosso pior defeito
É só acreditarmos em algo
Se imediatamente fomos lucrar
Gostamos de enrrolar
Se não foi comigo pra que se importar?
Conjugamos o verbo lutar no
No futuro do pretérito
Vivemos buscando méritos e acabamos por nos desencaixar
Mas do que dinheiro
Quero coração e espirito
                                                      Se não o eu lírico nada será

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