quarta-feira, 20 de março de 2013

BANALIZANDO


Meu caderno de desenho
Em empenho esta guardado
Fico triste sem ele
Sem ele fico acordado

Meu caderno de poema tem
O tema que mais vender
Está sendo vendido
Pra alguém
Mais ele não quer se vender

Minha roupa de balé
Deixou de ser de menina e fora vendida para
Uma mulher

Minha pintura de palhaço
A trapezista e seu laço
Tudo foi vendido
Virei mendigo sem coisas importantes
Sem saber hora, momento, instante.

Minhas esculturas de madeira são vendidas
A beira da estrada
Do que eu era não sobrou mais nada
Vendi minha arte
Em contraste ao amor
Vivo sem ela
Namorando a dor

 

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