quinta-feira, 30 de maio de 2013

Passagem

Passagem

Será que ainda sol?
Metade do que já fui
Envelhecendo sem o que era vem à morte e me seduz

Se a algo de verdade
É que só as crianças si permitem chorar
Mais sem meu choro o que sol?
Nem parte, nem porta nem pedra.
Sou pena levada pelo ar
Sou o Mar Morto, ou quem sabe o morto mar.

Sou o que restou da refeição
Sou migalhas de pão beira mar
Sou o que não deveria
Sou água sem molhar

E antes o que era será que poderei regressar
A minha doce terra
Minha infância, meu caminhar.

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