poemas
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Passagem
Passagem
Será que ainda sol?
Metade do que já fui
Envelhecendo sem o que
era vem à morte e me seduz
Se a algo de verdade
É que só as crianças
si permitem chorar
Mais sem meu choro o
que sol?
Nem parte, nem porta
nem pedra.
Sou pena levada pelo
ar
Sou o Mar Morto, ou
quem sabe o morto mar.
Sou o que
restou da refeição
Sou migalhas de pão
beira mar
Sou o que não deveria
Sou água sem molhar
E antes o que era
será que poderei regressar
A minha doce terra
Minha infância, meu caminhar.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
UM IDEAL
UM IDEAL
O CARA QUE FALAVA DE
IGUALDADE
QUERIA NA VERDADE, DESTRUIR
O CONTRASTE.
SABE AQUELE QUI
RESOLVEU DIZER A
TODOS PARA ONDE IR?
O SISTEMA “ZÉ
CHINELÃO”
TENTANDO CALAR A
MULTIDÃO
PREGAVA PATRIOTISMO
EM NOS HUMANOS MORA
UM MONSTRO CHAMADO CINISMO
OS “ZS” CRUZADOS FIZERAM BASTANTE ESTRAGO
OS ASSASSINOS QUE
PREGAVAM AMOR A BANDEIRA
FIZERAM DE SONHO,
EMOÇÕES E EXPERIÊNCIAS.
BESTEIRA, CORPOS QUE
FORAM JOGADOS EM TRINCHEIRAS.
AS BRIGUINHAS BURGUÊS
FEZ COM QUE
POR MAIS DE UMA VEZ
BOLCHEVIQUES PAGAREM.
UM CREDIÁRIO QUE NEM FOI ABERTO
LUTANDO ATÉ A MORTE SEM VOZ DE PROTESTO
SE O CAPITALISMO CRIA
PREDADORES
O SOCIALISMO CRIARIA
VAGABUNDOS.
É DIFÍCIL MÁS
ACREDITO NO MUNDO
ACREDITO NUMA
SOCIEDADE PRIMITIVA
ONDE TODOS TENHAM
PONTOS DE PARTIDA IGUAIS NA CORRIDA
ONDE TODAS SEJAM
VISTOS DA MESMA MANEIRA
SEM ESSAS FRONTEIRAS
QUE O SISTEMA CRIOU
CONTRADIÇÃO
Pássaro nadando,
peixe voando.
É assim que me sinto
Falo e não me escuto
Grito e em oculto,
aguardo reposta.
Que nunca vem
Sim ou não?
Fiz mal ou bem?
Os valores que me
ensinaram
Só os “otários”
costumam seguir
Nostalgia do que
passou
Tristeza pelo que
passa
E medo do que estar
por vim
Sentimentos
comprimidos
Afazeres distorcidos
E me apontam como
anormal
Pelo menos meu mal
está restrito a mim
domingo, 28 de abril de 2013
MUNDO PARALELO
Vou tomar meu café
Com muita açúcar
e pouca verdade verdade
e pouca verdade verdade
Mesmo sabendo que o único jeito de
mudar
É conhecendo a realidade.
Vou num terapeuta as sete
Pra fingir que minha frustração
Não tem nada haver
com coração
É só um surto após um susto
Amanha vou esquecer tudo que me
ensinaram
E sem estar ou ser, vou morrendo, vou
morrer
Pois já perdi minha determinação
Sem sentir, sem saber, sem cérebro ou
coração
Daqui a alguns anos
Vou pedir ao meu filho pra comprar
cigarro
Dar a chave de um
quase decomposto carro
Para um menor dirigir
Vou passar o dia fantasiando demônios
Quando não conseguir vencer
Minha incapacidade não pode ser minha
culpa
Passo ela para você
Vou tornar-me comodista
Sendo assim mais um cego na pista
Marchando para o morticínio
Isso que significa ser normal?
Se for não vejo nem um mal em ser
louco
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